quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

She's got Bette Daves eyes.





Acabei de acordar e já posso sentir o cheiro de sexo. Fizemos a noite inteira. Eu ainda consigo ficar impressionado com a perfeição que somente ela possui. Sei que perfeição é algo bem relativo, mas ela tem um brilho especial que não me faz sentir nenhum cansaço de tê-la em meus braços. A maneira como ela me olha é única. Ela tem esse ar de sexy, vulgar, puta que usa somente para mim. Adoro o quão sexy ela fica ao usar aquele coque mal arrumado e aquela roupa de executiva dentro de casa. E foi assim que ela estava ontem.

O nosso sexo é animal. Brutal. Gostoso. E isso não significa que não há amor. Há muito amor. Amor até demais. Certas horas penso que não vou agüentar essa mulher, mas lá vou eu novamente introduzir minha pica naquele rabo gostoso. Nós, definitivamente, nascemos para ficar juntos. A maneira como a buceta dela se moldou ao meu pau é encantadora. Como a minha mão fica perfeitamente ajustada naquela carne branca e gorda que é a bunda dela. De como ela fica excitada apenas por sentir o meu pau ereto no seu traseiro enquanto eu puxo seu cabelo e digo o que ela quer ouvir.

Levanta de manhã e já vai fazer o café para mim. Nada de especial, mas sempre dá um jeito de fazer coisas novas e que irão me agradar. A comida dela é maravilhosa. A minha comida nela é maravilhosa. Às vezes penso que não a mereço, mas só por agüentar esse jeito grosseiro e rude de quem não está nem aí eu já tenho meio caminho andado para merecer. Ao longo do dia – seja nas ligações ou em mensagens de texto – ela me trata como se eu fosse um mero amigo dela, mas quando ela chega em casa já está ciente de que irá se derreter inteiramente quando estiver cavalgando em mim e que irá dizer que me ama ínfimas vezes.

O nosso sexo assim. Às vezes carnal, às vezes verbal. Ela adora quando eu a agarro no canto da nossa cama de casal e fico dizendo as putarias que ela gosta de ouvir apenas pela minha boca. Eu a maltrato. Bato, enforco, xingo. E sei que ela adora. Custamos a brigar, mas quando acontece sabemos que no final eu irei prensá-la na parede e fazê-la sentir como uma puta. A minha puta. Obviamente algumas brigas não terminam bem. Ela chora. Muito. Assim como no sexo, no choro ela é histérica. Grita, me bate, me xinga. Chora como se não fosse acabar. E eu, aproveitando a sua fragilidade, a levo pra cama, dou colo, carinho, amor, digo coisas românticas – que até hoje não me canso de repetir e até gosto de dizer – e logo em seguida dou um leitinho especial para ela.

Devo dizer que muitas das vezes eu gosto de coisas leves. Ela é tão encantadora que me faz ficar bobo. A pego pelas costas, de ‘conchinha’, e meto lentamente, apenas sentindo seus músculos se contraindo e a minha rola pulsando dentro dela. Enquanto isso ela começa a dizer que nunca encontrou um cara tão ideal como eu. A considero meio que uma guerreira por me agüentar. Confesso que o meu grau de ironia e sarcasmo são irritantemente estressantes. E é por isso que eu não a largo de jeito algum. Além de ser o par perfeito pra mim, sabe como me amansar e me deixar um completo apaixonado.

Ela não tem noção de como eu adoro tocar sua pele e guardar cada detalhe. Cada textura, cada cheiro, cada gosto. Gravo na mente para caso acontecer de não tê-la mais ao meu lado. Seria um perda e tanto. Mas já nos acostumamos tanto com a nossa rotina que se mudar algo nossas vidas não seriam as mesmas. Não seríamos mais completos. E o pior é que eu já sei como ela irá chegar hoje. Cansada, entediada, maquiagem borrada. Mas sempre me provocando. Esfregando-se no meu pau. E dizendo sempre a frase que eu adoro ouvir vinda da boca dela.

“Me fode.”

19 comentários:

  1. Amei o texto, super excitante, sua puta linda. Te amo. <3

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  2. Uaaaaaaaaaaaal que texto, parabéns.

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  3. Tudo, de repente, se encaixa. A mão, o pau, a bunda, o título. A fome e a volúpia. "É, às vezes tudo é lindo, às vezes tudo engana, mas basta um beijo teu e eu: ai ai ai ai ai..."

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  4. Parabéns pelo texto. Intenso, bem escrito. Descreveu bem a visão do homem. Surpreendeu, não pensei que gostasse desse tipo de texto. Surpresa boa.

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  5. Brenda, ficou fodão *--*
    Mente poluída essa sua viu ...
    Parabéns!

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  6. Olá, gostei muito do seu blog
    Visita os meus?
    Um Diário Viajante http://migre.me/2Uf7R
    Pura Vaidade http://migre.me/2Ueie
    Se você gostar me segue
    que eu sigo de volta

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  7. Me surpreendi com o texto, muito bem escrito, chocante e muito interessante haha.


    Parabéns, mesmo!

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  8. Me surpreendi por gostar de um texto assim. Parabens, muito bem escrito. Amei. :)

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  9. Apenas me imagine levantando e aplaudindo de pé. Sem mais.

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  10. Demais o texto! O lado romântico e selvagem trabalhando juntos, amei.

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  11. Faz um tempo que não escrevo... esse texto me deixou a desejar.

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  12. Que texto fantástico, estou sem ar. Você escreve muito bem, é autêntica e decidida. Vai longe. Meus sinceros parabéns.

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  13. Puta merda. Esse texto é simplesmente.. Foda? haha, literalmente. Queria saber fazer comentários grandões e cheios de elogios e tals, mas tudo o que se tem a dizer, infelizmente, já foi dito acima.
    Perfeito.

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  14. Estou boquiaberto, estava pensando nela e navegando entre fotos de Bette Daves quando fui atingido por esse blog. A impressão que dá é que você de certa maneira observou alguns dias do meu casamento antes de escrever esse texto.As situações, as falas, o perfil psicológico de cada um, tudo aí.
    Foi estranho...
    ...mas belo.
    Parabéns

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  15. Se fosse classificar isso, diria como Literatura erótica, mas rotular é uma merda mesmo, e eu não quero fazer isso, apenas para mencionar que esse seria o melhor conto, relato ou crônica de literatura erótica que eu já li. Tudo é tão onírico, se encaixa tão perfeitamente, de um modo agressivo e selvagem, e de um modo romântico e sereno do mesmo jeito, como se uma voz, macia e grossa, como a do Johnny Cash ou a do Serj, dissesse essas palavras. De um modo calmo, foi essa a impressão que me deu, primeiramente. Te leva pra uma atmosfera distante, pra um lugar diferente. Te leva para uma utopia, para uma espécie de paraíso criado por você. Tudo ficou suspenso, minha respiração, pelos minutos em que lia e relia o texto. Caralho, uma obra-prima, Brenda. Não consigo dar uma "crítica" ou comentário normal ou decente, mas é incrível, é maravilhoso. Parabéns.

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